terça-feira, 13 de dezembro de 2016

EDITAL – SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID) - MUNICÍPIO DE ABAETETUBA


INFORMAÇÕES PRELIMINARES
Número de vagas: 5
Atividade a ser desenvolvida pelo bolsista: planejamento para atuar em sala de aula, execução das atividades planejadas, reflexão em torno do que foi vivenciado na escola e sistematização/divulgação das ações/reflexões realizadas.
Carga horária semanal: 10 horas.
Vigência da bolsa: muito provavelmente de setembro de 2016 a março de 2018
Valor da bolsa: R$ 400 mensais.
Quem pode se candidatar? Qualquer aluno do curso de história da turma de Abaetetuba.
Aonde serão desenvolvidas as atividades? Em escola de Ensino Fundamental a ser selecionada.


PROCESSO SELETIVO
É preciso se inscrever? Não, é necessário apenas estar presente, no Campus de Abaetetuba, na sala de aula da turma de História, no dia 5 de agosto, sexta-feira, às 9:30.
Avaliadores: Ariel Feldman e José do Espírito Dias Júnior (coordenadores do Subprojeto História Cametá-Baião-Abaetetuba).
1) Prova objetiva/escrita (10 pontos)  - dia 5 de agosto, sexta-feira, às 9:30
A prova consistirá em 7 questões objetivas (1 ponto cada) e uma questão dissertativa (3 pontos). As questões objetivas serão selecionadas a partir de provas de vestibular e do ENEM. A questão dissertativa partirá de uma fonte histórica, e exigirá que o candidato elabore uma atividade didática para alunos de Ensino Fundamental a partir desse documento
2)Prova didática (10 pontos) – dia 5 de agosto, sexta-feira, às 14:30
O candidato terá de 5 a 10 minutos para simular uma aula de História para o aluno do Ensino Fundamental. O candidato pode, livremente, escolher a temática de sua aula, sendo que seu objetivo é demonstrar capacidade de comunicação, síntese didática e domínio do conteúdo.
3) Rendimento acadêmico (10 pontos) – etapa não presencial
Será considerado o Coeficiente de Rendimento Geral (CRG) do candidato, o qual será conferido no seu Histórico Acadêmico na data da seleção.
Resultado – até 10 de agosto
Será considerada a soma de todos os pontos, sendo que os cinco candidatos com maior pontuação serão contemplados com a bolsa de Iniciação à Docência. 

EDITAL – SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID) - MUNICÍPIO DE CAMETÁ

            EDITAL – SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID)
INFORMAÇÕES PRELIMINARES
Número de vagas: 5
Atividade a ser desenvolvida pelo bolsista: planejamento para atuar em sala de aula, execução das atividades planejadas, reflexão em torno do que foi vivenciado na escola e sistematização/divulgação das ações/reflexões realizadas.
Carga horária semanal: 10 horas.
Vigência da bolsa: muito provavelmente de setembro de 2016 a março de 2018
Valor da bolsa: R$ 400 mensais.
Quem pode se candidatar? Qualquer aluno do curso de história das turmas 2014/manhã e 2016/noturno.
Aonde serão desenvolvidas as atividades? Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof.º Nadir Filgueira Valente, sob supervisão da prof.ª Raimunda do Socorro Pinto dos Santos


PROCESSO SELETIVO
É preciso se inscrever? Não, é necessário apenas estar presente, na Faculdade de História, Campus de Cametá, no dia 8 de agosto, segunda-feira, às 17 h.
Avaliadores: Ariel Feldman e José do Espírito Dias Júnior (coordenadores do Subprojeto História Cametá-Baião-Abaetetuba).
1) Prova objetiva/escrita (10 pontos)  - dia 8 de agosto, segunda-feira, às 17 h
A prova consistirá em 7 questões objetivas (1 ponto cada) e uma questão dissertativa (3 pontos). As questões objetivas serão selecionadas a partir de provas de vestibular e do ENEM. A questão dissertativa partirá de uma fonte histórica, e exigirá que o candidato elabore uma atividade didática para alunos de Ensino Fundamental a partir desse documento
2)Prova didática (10 pontos) – dia 9 de agosto, terça-feira, às 8 h
O candidato terá de 5 a 10 minutos para simular uma aula de História para o aluno do Ensino Fundamental. O candidato pode, livremente, escolher a temática de sua aula, sendo que seu objetivo é demonstrar capacidade de comunicação, síntese didática e domínio do conteúdo.
3) Rendimento acadêmico (10 pontos) – etapa não presencial
Será considerado o Coeficiente de Rendimento Geral (CRG) do candidato, o qual será conferido no seu Histórico Acadêmico na data da seleção. Para os alunos sem CRG (ingressantes), será considerada a média duas primeiras etapas do processo seletivo.
Resultado – até 12 de agosto
Será considerada a soma de todos os pontos, sendo que os cinco candidatos com maior pontuação serão contemplados com a bolsa de Iniciação à Docência. 

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – SEGUNDO SEMESTRE DE 2016 - PIBID HISTÓRIA/BAIÃO

BOLSISTAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA RESPONSÁVEIS: SAMIRIS RIBEIRO  SAMPAIO E JEFERSON PIMENTEL GOMES

Atividades desenvolvidas na Escola Estatual de Ensino Médio Francisca Nogueira da Costa Ramos  (Baião/PA) 

No decorrer desse semestre realizamos as atividades propostas pelo professor da disciplina, nas respectivas series, 1º ano B,C , D, 2º ano A e B e 3º ano A,B e C.

 As atividades consistiram em apresentar  aulas expositivas , seminários, trabalhos escritos e outros.  Buscamos também  envolver os alunos nos assuntos estudados e em temas transversais, tais como  o sistemas de cotas em universidade publicas e outros, por meio de atividades de debates em sala e encenações teatrais.

Atividades realizadas  no 1º ano A,B,C ,D e E 
Os  assuntos  trabalhados foram: Renascimento, Reformas Religiosas e Absolutismo.
Os mesmos foram repassados aos alunos por meio de aulas expositivas  e apresentações de seminários, apresentados pelos próprios alunos. Alem dos seminários, foi também aplicado atividades escritas, ambos os trabalhos contribuíram para a nota final dos alunos. Que foram submetidos a uma prova contendo questões relacionadas aos assuntos estudados e exercitados em sala de aula.

Atividades realizadas no 2º ano A,B,C
Os assuntos trabalhado no 2º ano foram: Independência do Brasil, I reinado . Os assuntos foram transmitidos aos alunos por meio de aulas expositivas e atividades escritas, e atividades extraclasse  e seminários uma atividade essa que leva ao aluno à pesquisa e trabalho em grupo.
Atividades realizadas no 3º  ano  A,B,C 
Os assuntos estudados pelos 3º anos foram: temas transversais  através de Políticas Afirmativas, onde e um primeiro momento explicamos os conceitos  e em um terceiro momentos pedimos para que os alunos pudessem fazer uma pesquisa mais profunda sobre o assunto proposto ( em grupos), e em um terceiro momento realizamos uma atividade com um “Cardápio de Atividades” onde se tinha três opções :
1° Se nomear como um tipo de grupo social, onde o mesmo iria fazer uma manifestação em busca de seus direitos.
2° Redigir uma carta ao governo, expondo o porquê da não aceitação ou da adesão das medidas tomadas pelo atual governo.
3°  Redigir uma carta do governo para um grupo social.

Observamos que nestas atividades os alunos se envolveram bastante, através das pesquisas e os resultados foram excelentes, onde depois dos trabalhos expostos ocorreu um debate em sala de aula sobre o atual governo e principalmente das cotas para universidades. 

PROFESSOR-PESQUISADOR OU PROFESSOR-PRÁTICO?

A prática docente deveria ser a rainha de um curso de licenciatura em História, mas atualmente é tratada como plebeia
Ariel Feldman

É uma indagação comum nos cursos de licenciatura em História – local responsável por formar professores para educação básica e não candidatos aos programas de pós-graduação – se a faculdade deve se dedicar mais à pesquisa histórica ou ao ensino de história. Como é sabido, todo currículo é permeado por relações de poder (APPLE, 1982) e qualquer atividade formativa envolve uma tomada de decisão. Se puxar muito o cobertor para um lado, ele pode ficar descoberto na outra ponta.
 Destaque-se, primeiramente, que um professor de crianças e adolescentes com noções básicas de pesquisa e operação historiográfica será um profissional melhor.
A Educação Histórica (LEE, 2003, 2005 e 2006; BARCA, 2006), corrente de pensamento surgida na Grã-Bretanha e que está para o ensino de História assim como os Annales estão para a pesquisa, defende que não basta os professores se preocuparem em vencer o conteúdo, como é muito comum aqui no Brasil. Denis Shemilt (apud. ASHBY, 2006, p. 169) alerta que a “História não é – e não pode aspirar a conduzir a – uma verdadeira pintura sobre o passado (mesmo porque não há um original contra o qual a ocorrência desta pintura possa ser checada).” Por isso, é necessário que o aluno saia da educação básica compreendendo como é construído o conhecimento histórico, sem que para isso ele precise se tornar um pequeno historiador. Um professor versado na operação historiográfica é mais qualificado para relativizar, com crianças e adolescentes, a falsa premissa da objetividade histórica, sem cair em um relativismo pueril.
Assim, é equivocado discutir o que é mais importante na formação inicial do professor de História, se experiência com pesquisa ou a prática docente. Ambas as dimensões são essenciais.
Contudo, é inegável que uma dessas dimensões esteja escanteada, a saber, a prática reflexiva (PERRENOUD, 2002) cotidiana com alunos reais entre 11 e 17 anos (e o que dizer do EJA!). Cristiana Bereta da Silva (2010)  - em pesquisa de caso na UDESC e valendo-se do pensamento Foucaltiano – constatou uma relação de poder instituída no discurso de alunos e professores do curso de licenciatura em História. Num patamar superior estava a pesquisa, geradora de conhecimento. Hierarquicamente inferiorizado e subordinado à pesquisa eram enxergadas as atividades desenvolvidas no chão da sala de aula da educação básica.
O estágio supervisionado – que me desculpem as honrosas exceções – é uma piada. A Prática como Componente Curricular (PCC), prevista em lei para articular teoria à docência, é letra morta. (LOPES, 2015).
Os professores universitários pouco se envolvem no cotidiano da educação básica  (FELDMAN e JÚNIOR, 2016). Não os culpo, pois sou um deles. Trata-se de uma acomodação natural, pois somos, em grande parte, aqueles que ascenderam socialmente ao sair da quentura da sala de aula (a amazônica é terrível). Já imaginaram um cirurgião que não opera há décadas ensinando? Ou um engenheiro que não constrói dando lições?
Valorizemos o que atualmente as licenciaturas em História têm de bom, pois elas são excelentes bacharelados. Não joguemos fora a água do banho junto com o bebê. É preciso, contudo, acrescentar uma pitada – uma boa pitada – de prática. Que a atividade com alunos reais seja enobrecida. Que a docência cotidiana seja o escopo de um curso de formação de professores, porque, caso contrário, qualquer discurso que pregue a valorização da educação básica torna-se hipócrita no seu nascedouro.

Ariel Feldman é professor do curso de licenciatura e História da UFPA (Campus Cametá).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APPLE, Michael W. Apple. História do currículo e o controle social. In: APPLE, Michael W. Ideologia e Currículo. São Paulo: Brasiliense, 1982 [1979], pp. 95-123.
ASHBY, Rosalyn. Desenvolvendo um conceito de evidência histórica: as idéias dos estudantes sobre testar afirmações factuais singulares. Educar, Curitiba, Especial, p. 151-170, 2006. Editora UFPR.

BARCA, Isabel. Literacia e consciência histórica. Educar, Curitiba, Especial, p. 93-112, 2006.

FELDMAN, A
riel; JUNIOR, José do Espírito Santo Dias. Para Romper com a Hierarquia e a Dicotomia entre Teoria e Prática: relato de experiência do PIIBID-HISTÓRIA (UFPA, CAMPUS CAMETÁ). In: Marilena Loureiro da Silva; Luiza Nakayama; Marcia Aparecida da Silva Pimentel; Maria de Fátima Vilhena da Silva. (Org.). Novos Saberes e Fazeres nas Políticas e Práticas de Formação Docente: Construindo Diálogos entre o Ensino Superior e a Educação Básica no Estado do Pará. Belém: UFPA, 2016, p. 373-390.
LEE, Peter. Em direação a um conceito de Literácia Histórica. Educar, Curitiba, Especial, p. 131-150, 2006.

 LEE, Peter. Putin Principles into Practice: Understanding History. In: M. Donovan & J. Bransford (Eds.). How Students Learn. History, Matematics, and Science in the Classroom (pp. 31-78). Washington, DC: The National Academies Press, 2005.

LEE, Peter. “Nós fabricamos carros e eles tinham que andar a pé”: compreensão das pessoas do passado. In: BARCA, Isabel(org.). Actas das Segundas Jornadas Internacionais de Educação Histórica. Minho, Portugal: Centro de Investigação em Educação. Instituto de Educação e Psicologia, 2003.

LOPES, Jackeline Silva. Da grade à concepção: a Prática como Componente Curricular nos cursos de licenciatura da UNEB e UEFS. Anais do XXVIII Simpósio Nacional de História. Florianópolis, julho de 2015. 

PERRENOUD, Phillipe. A prática reflexiva no ofício do professor: profissionalização e razão pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002.


SILVA, Cristiane Bereta da. Atualizando a Hidra? O estágio supervisionado e a formação docente inicial em história. Educação em Revista, v. 26,  n. 01, 2010,  p.131-156.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Cardápio de Atividades - Cultura afro-brasileira no Brasil Colonial e Contemporâneo (para alunos do 7º ano)

Iniciados os trabalhos na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cristo Redentor, em Abaetetuba, a ideia de que o Brasil é uma democracia racial não se sustentou nem por uma semana. Piadas racistas foram observadas dentro de sala de aula no primeiro encontro com os alunos. A naturalização desse tipo de bullying era assustadoramente enraizada e afetava a autoestima de alunos negros.

O bimestre letivo que se iniciava tinha um conteúdo programático: colonização do Brasil.

Era a oportunidade para que o ensino de História tivesse algum sentido e possibilitasse alguma transformação.

Dessa forma, foi elaborado um cardápio de atividades didático-pedagógicas para serem realizadas em grupo depois de ministradas aulas que sintetizaram os principais aspectos da colonização na América Portuguesa. As atividades tinham como foco resgatar a importância da presença negra no Brasil sob um viés axiológico, ou seja, com o intuito de valorizar a cultura africana e afro-brasileira, tendo em vista a observância de recorrentes piadas racistas no ambiente escolar. 

Abaixo, seguem as instruções que foram disponibilizadas aos alunos. Na sequência, mostramos um pouco da culminância da atividade, que ocorreu no dia 12 de novembro de 2016, por ocasião do dia da Consciência Negra e envolveu pais, mães e a comunidade escolar.  

INSTRUÇÃO AOS ALUNOS (7º ano)

Escolha apenas uma das atividades abaixo. Todas as atividades são em grupo. Cada grupo terá duas semanas de aula para preparar sua apresentação. A culminância acontecerá com a presença de pais, mães e colegas de outras turmas. 

Atividade 1 - Desfile de Beleza Afro-Brasileira

Grupo: 3 a 5 alunos

Durante 400 anos chegaram africanos de diversas regiões ao Brasil, de Angola, da Senegâmbia, da Costa do Ouro etc... Eles trouxeram ao Brasil sua cultura e sua arte. Sua arte e sua cultura se expressava, também, na forma como pintavam seus rostos e usavam seus cabelos. Estude sobre os diversos povos africanos que vieram para o Brasil, observe como eles usavam seus cabelos e pintavam seus rostos através da análise de documentos históricos e, por fim, organize um desfile de moda que tenha como objetivo mostrar a beleza dos penteados e ornamentos africanos e afro-brasileiros. Antes do desfile, o grupo deve explicar rapidamente sobre a diversidade de povos africanos que vieram ao Brasil, diferenciando esses povos uns dos outros. Os (as) modelos que desfilarão podem ser de qualquer turma da escola. 

Antes de realizar preparar a atividade, leia esse texto: 


Depois de ler o texto acima, leia e observe com atenção os slides que estão no link abaixo:


Atividade 2 - Jongo

Grupo de 4 a 6 alunos. 

Estude sobre o Jongo e organize uma apresentação artística para demonstrar um pouco dessa importante manifestação cultural afro-brasileira. Antes da apresentação da dança, o grupo deve explicar brevemente ao público sobre os aspectos históricos do Jongo. 

O material abaixo destina-se ao professor, não aos alunos. O professor deve adaptar esse material e valer-se dele para orientar os alunos na atividade. 



Atividade 3 - Teatro: resistência escrava

Grupo de 4 a 6 alunos.

      Achamos um jornal muito antigo, que tem quase de 150 anos de idade. O nome do jornal é Diário de Belém. Um dono de escravos publicou um anúncio para tentar recuperar uma família inteira que havia fugido. O anúncio foi publicado no dia 19 de janeiro de 1869. Leia o jornal abaixo e depois elabore um teatro imaginando qual foi o destino dessa família. Pesquise sobre quilombos e comunidades quilombolas. Leia também o texto que está nesse blog "O negro na História do Pará": 


Escravos fugidos
A Antonio Joaquim de Castro, lavrador no furo Meritipucu do município de Igarapé-miri fugiram no dia 5 de dezembro de 1867 os escravos seguintes:
Domingos, côr preta, de idade 22 anos, de estatura alta, rosto comprido, nariz algum tanto afilado, tendo no lado direito do peito uma cicatriz de ferida.
Clara, irmã do (...) Domingos, preta igualmente, de idade 32 anos, pouco mais ou menos alta, pescoço (...) comprido, nariz também um pouco afilado, tendo fino para a ponta o dedo indicador da mão direita, o qual pouco funciona no movimento de vergar.
Esta escrava [Clara] levou na fuga duas crias, uma de nome Hilária, de cor preta, idade 4 anos, tendo um sinal de queimadura na região do ombro esquerdo.
 A mesma escrava [Clara] levou ainda um filho de nome Manoel, de ano e meio de idade e da mesma cor da mãe.
E pede-se a quem os aprender os entregar ao dito senhor no referido furo do Meritipucu.
            Extraído da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional (www.hemerotecadigital.bn.br)

Atividade 4 - Maquete ou Mural sobre os Navios Negreiros

Grupo de 3 a 4 alunos. 

Estude sobre a forma como milhões de africanos foram trazidos para o Brasil. Trata-se de uma história violenta e triste. 
Após estudar, monte uma maquete de um navio negreiro ou um mural. 
No dia da culminância o grupo deve explicar a todos como funcionava essa travessia do Oceano Atlântico. 

Leia os textos abaixo: 


Esse trecho do filme Amistad retrata a violência do tráfico de escravos.


Atividade 5 - Documentário sobre religiões afro-brasileiras

Grupo de 4 a  alunos. 

O grupo deve ir, acompanhado do professor, a um local onde ocorrem manifestações religiosas afro-brasileiras. Pode ser um terreiro de candomblé, de umbanda de tambor de Mina ou de qualquer outra religião de matriz africana. O grupo deve fotografar o local e entrevistar as pessoas, sobretudo as lideranças religiosas. Por fim, o grupo deve produzir um breve documentário que explique a origem e as características das religiões afro-brasileiras e mostre um pouco sobre o local pesquisado. 

Antes de ir ao local observar, realizar as filmagens, fotografias e entrevistas, o grupo deve estudar sobre o assunto. 

Leiam os textos abaixo:





Culminância da atividade (12 de novembro de 2016, Escola Estadual Cristo Redentor, Abaetetuba)


Breve documentário sobre as religiões afro-brasileiras produzido por alunos do 7º ano, depois de uma visitação a um terreiro de candomblé.
A valorização da cultura afro-brasileira era um dos objetivos da atividade. 
A culminância contou a com um bom público e muitos colegas de outras turmas. 
 Desfile da beleza negra. 
Apresentação de capoeira
Apresentação de Jongo
Auditório da Escola Estadual Cristo Redentor com um bom público

 
Foram elaborados, pelos alunos, mapas do mundo em 1500 e do mundo em 1750, os quais tinham como objetivo auxiliar o entendimento do processo de colonização da América. Conferir a atividade postada nesse bloghttp://historianochaodasaladeaula.blogspot.com.br/2015/01/historia-sem-geografia-nao-da-ou-como.html



II Encontro do PIBID História Cametá-Baião

Foi realizado, de 23 a 24 de maio de 2016, o  II Encontro do PIBID Baião-Cametá: metodologias e práticas de ensino em sala de aula, no Campus Universitário do Tocantins/Cametá (UFPA-Cametá). O evento foi estruturado em torno de três oficinas, nas quais os bolsistas sugeriam metodologias aos demais alunos de licenciatura em História. Estes, na sequencia, ressignificaram e aplicaram essa metodologia sugerida com alunos da educação básica. 

80 alunos de licenciatura em História e 120 alunos da educação básica participaram do evento. A presença de alunos secundaristas e do ensino fundamental no ambiente universitário causou certo estranhamento. Tal estranhamento advém de uma concepção de universidade distante da educação básica. 

Na culminância do evento, uma noite cultural, os protagonistas foram os alunos da educação básica, que apresentaram o resultado das oficinas através de produtos artísticos os mais diversificados. 



FUNCIONAMENTO GERAL DAS OFICINAS

Preparação (segunda-feira, 23/5)
Primeiramente, os bolsistas PIBID realizarão uma breve exposição teórica, em seguida propondo as diretrizes gerais da atividade, que será aplicada a alunos da educação básica na terça-feira. Os oficineiros (os inscritos no evento) terão a segunda-feira toda para preparar essa atividade.

Aplicação (terça-feira, 24/05)
Das 8 às 12 horas, os oficineiros receberão uma turma de alunos da educação básica, os quais irão até a UFPA. A atividade preparada na segunda-feira será, então, colocada em prática pelos oficineiros. Os alunos da educação básica retornarão ao Campus às 16 horas.

Culminância (terça-feira, 24/5, a partir das 18:30)
O objetivo das oficinas é que os alunos da educação básica produzam algo, uma breve apresentação teatral, uma apresentação musical, uma obra de arte ou outro produto. Na culminância, os alunos da educação básica apresentarão esse produto no auditório.

OFICINA 1 : ENSINO DE HISTÓRIA - A UTILIZAÇÃO DE PARÓDIAS NAS AULAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
Ministrantes: Bolsistas da EEEM Francisca Nogueira – Baião (Diana Silva Fiel, Jeferson Pimentel Gomes, Mirlene Ribeiro Benmuyal. Monique Nogueira Rodrigues, Samiris Ribeiro Sampaio)

Pretende-se incentivar alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino Médio Júlia Passarinho a realizar estudos sobre o Renascimento através da composição de paródias musicais.

OFICINA 2: ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO MÉDIO: CINEMA E ENSINO DE HISTÓRIA
Ministrantes: bolsistas da EEEM Júlia Passarinho (Franklin Veiga, Isaac Gonçalves Portilho, Isalene dos santos Valente, Vitor dos Santos Fonseca, Wanderson dos Santos Brito)

Tendo como ponto de partida o filme “1492: a conquista do paraíso”, pretende-se experimentar o uso do cinema em sala de aula em uma atividade que leve alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Júlia Passarinho a pensar as relações interculturais entre os europeus e os povos nativos do Caribe no contexto das expedições comandadas por Cristóvão Colombo. 

OFICINA 3: ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL: INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E ENSINO PARA A DIVERSIDADE
Ministrantes: bolsistas da EMEF Nadir Valente (Edilene Amaral Corrêa, José Carlos Pereira Gaia, Karlena do Socorro Menezes, Paulo Jhones Cardoso de Souza, Vera Lúcia de Cristo Lobato)

Esta oficina tem como objetivo formular um cardápio de atividades para alunos do 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental prof.ª Nadir Filgueira Valente, tendo como mote que esses alunos desenvolvam reflexões em torno das mitologias e cosmologias indígenas com o intuito de demonstrar que as culturas indígenas são múltiplas, diversas e estão sempre em transformação. O cardápio de atividades foi um instrumento metodológico desenvolvido pelos bolsistas PIBID e, grosso modo, consiste em propor uma gama variada de atividades que seja capaz de sensibilizar os diversos tipos de alunos, do mais tímido ao mais extrovertido, do que esbanja inteligência musical ao que notadamente detém inteligência corporal-sinestésica. 

120 alunos da educação básica. 80 estudantes de licenciatura em História. Articulação entre teoria e prática. A escola dentro da universidade.
A equipe organizadora do evento: bolsistas de Iniciação à Docência, professores supervisores e coordenadores do subprojeto. 
A mobilização dos alunos de licenciatura em História da Faculdade de História da Amazônia Tocantina na realização das oficinas. 
 
A abertura do evento, com os coordenadores do subprojeto Ariel Feldman e José do Espírito Santo Dias Júnior. 



























A preparação das oficinas: alunos de licencitarua, orientados peços bolsistas de iniciação à docência do PIBID, com secundaristas da Escola Estadual Júlia Passarinho. 
 
 
A apresentação das oficinas: os alunos da educação básica como protagonistas. 



Secundaristas da Escola Estadual Júlia Passarinho narrando a Cabanagem através de uma apresentação de carimbó.